A cada ensaio percebo mais ainda, que a fotografia pet não é sobre o que acontece, e sim sobre como aquilo é sentido.
Dois ensaios, os humanos são os mesmos: Adriana e Lucas. A praia é a mesma. O amor é o mesmo. Mas os cães...não.

O Reiki (Shiba Inu) é tímido, sensível, um pouquinho medroso, observador. Ele entra na cena devagar, sente o ambiente antes de confiar. No ensaio dele, a luz suave e os tons claros ajudam a transmitir calma e delicadeza. As cores respiram mais. A luz ocupa espaço. Existe silêncio nas imagens.

Já o Brownie (Border Collie) é uma explosão de energia. É água voando, movimento, intensidade. A personalidade do cachorro influencia tanto na forma de fotografar quanto na pós-produção. No ensaio do Brownie, as cores são mais densas, quentes e vivas. O ensaio ganha textura, e as sombras passam a participar da narrativa.



É aí que a cor também entra para contar história. Ela não está ali só para “deixar bonito”. A cor muda a sensação da imagem. Muda o ritmo. Muda a forma como sentimos aquele cachorro.
A fotografia vai muito além do cenário ou da técnica. O mesmo lugar pode apresentar uma atmosfera completamente diferente dependendo de quem está sendo fotografado, e da forma como escolhemos traduzir visualmente.
No ensaio do Reiki, tudo me levou para uma direção mais leve: a luz mais aberta, os tons suaves, o espaço, a delicadeza dos movimentos. As imagens quase pediam silêncio.


Com o Brownie, a sensação foi outra. A água, o corpo em movimento, a liberdade dele na praia… tudo me puxou para cores mais quentes, sombras e texturas mais presentes. As imagens pediam movimento.


Tenho buscado cada vez mais nos meus ensaios: criar imagens que não falem apenas sobre aparência, mas sobre sensação. Porque cada cachorro ocupa o mundo de um jeito. E acredito que a fotografia pet também precisa acompanhar isso, fotografias que façam a gente sentir a personalidade daquele pet.
Aqui você consegue conferir um pouquinho de cada ensaio!
